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Ilha Grande ganha um guia para ser trilhada |
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| Caiçara da Ilha Grande |
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Clarindo Cardoso dos Santos
Nascido em 5 de agosto de 1947 na Praia do Aventureiro, passou a infância trabalhando na roça com seus pais e irmãos. Filho da Sra. Teresa e de um dos homens mais queridos da Ilha Grande (Meu Santo), é um típico caiçara da Ilha Grande.
Seu Clarindo ou baixinho como é conhecido na Vila do Abraão, onde vive hoje, adora distrair as pessoas que o visitam contando "causos" e histórias de quando ele era mais jovem. Com simplicidade e simpatia, seu ele conquista qualquer pessoa que tem a oportunidade de saber um pouco mais de sua trajetória de vida.
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De origem humilde, Seu Clarindo, vive uma vida simples por conseqüência da atividade que sustenta sua casa. Seu ganha pão é entalhar madeiras fazendo remos, canoas, barquinhos e peças de madeira como soquetes de alho e gamelas. Tudo artesanalmente e sem ajuda de outras pessoas. E como ele mora num lugar onde 87% da área é constituída pela Reserva Biológica, Parque Estadual e Parque Marinho, todos considerados de proteção ambiental, fica muito difícil sustentar sua família, pois, não é permitido cortar árvores, nem mesmo para a sobrevivência dos ilhéus.
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Seu Clarindo herdou a arte de entalhar a madeira do pai, Joaquim Santos - Meu Santo – e ganhou seu primeiro remo feito por seu pai quando tinha 42 anos. Seu Clarindo usava (e usa na medida do possível) alguns tipos de madeiras conhecida da região como a Canela, a Jaqueira e o Guapuruvu. Também aproveita outros tipos de madeiras pouco conhecidas como a do Genipapo.
Para talhar a madeira usa algumas ferramentas feitas por ele próprio como a faca de ponta torta. Também utiliza a plaina, o machado, o serrote e o enxó, entre outros.
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Hoje, seu Clarindo sustenta uma família invejável, com três filhos, uma filha, a esposa e o neto forte e saudável, que chegou a menos de um ano com o pouco que consegue na mata e com a ajuda dos filhos que começaram a trabalhar na única forma de sobrevivência que a Ilha tem para lhes oferecer, que é o turismo.
Seu grande prazer é estar com sua família, tanto que cada filho homem ganhou um remo de presente como recordação deste maravilhoso artista. Talvez para que cada um deles tenha o mesmo sentimento de quando ele ganhara o remo de seu pai ou quem sabe, para manter viva a história dos caiçaras.
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alexandre e familia  rio de janeiro 21/01/2008 |  foi muito gratificante ter um bom papo com essa pessoa maravilhosa, gentil e generosa boa de papo vlw meu querido vc é a historia da ilha forte abraço | Rosangela de Almeida  Jacarepaguá- Rio de Janeiro 27/11/2007 |  Eu e minha família, conhecemos o Clarindo à mais de dez anos. Ele já levou meu pai o Sr. Waldemar para pescar em seu barco e passeou muitas vezes com a gente e contou várias histórias da Ilha grande.
Um grande abraço para ele,
Rosangela | Janaína  Duque de Caxias 08/10/2007 |  Olá, estou muito feliz por ver esta matéria sobre meu pai. Oq vcs não sabem q ele tem mais filhos eu sou a mais velha das mulheres. Ele na verdade tem oito netos, o meu filho, Arthur, é o mais novo netinho.
Muito obrigada, foi um maravilhoso jeito de matar a saudade. | janice  rj 30/09/2007 |  GENTE NAO SEI NEM O QUE FALAR EM TER ENCONTRADO MEU PAI NESSE SITE ESTA FALTANDO MAIS FILHOS SAO NOVE,EU,SOU UMA DELAS,E MUITO ORGULHO,AGRADEÇO A dEUS PELA VIDA DO MEU PAI,PAI TE AMO GOSTARIA DE VOLTAR MORAR AÍ,MAS....... |
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