Nos últimos tempos a figura feminina vem conquistando novas posições, transpondo obstáculos e rompendo antigos preconceitos. A mulher deixou de ter o rótulo de dona de casa e passou a participar efetivamente das decisões políticas, da econômia e principalmente do trabalho fora de casa.
Atualmente, o grande desafio das mulheres é ter independência sem perder a feminilidade. Não sendo meramente feministas, mas sim femininas ou seja alcançar uma posição não em virtude de competir, porém declarando o seu senso de capacidade sem necessariamente destruir seus dotes naturais.
A mulher tem obtido grandes êxitos nas mais diferentes áreas e ocupações profissionais; as amarras as quais impediam a ação da mulher de forma livre e direta parecem estar caindo por terra. Aquela contemplação passiva das gerações anteriores não valorizava integralmente a figura feminina, talvez o seu espiríto, seus dotes mas não seu valor na sociedade.
O valor da mulher é deveras abrangente, não se resume apenas no fato de ser ela a precursora da família. Envolve todos os ânseios do ser humano, alcançar um ideal, aspirações, sem desfazer daquele elo de magia que envolve a personalidade feminina.
A emancipação é algo consciente, humano, faz parte da evolução interior, mas não a modificação dos princípios essenciais da natureza. Não alterar a essência feminina, seu modo de ser e de agir, sem comparações e nem discriminações é um grande desafio que deve ser alcançado.
A igualdade não pela imposição mas pela conquista, sem ferir a criação feminina, caminhar lado a lado para um futuro promissor. Portanto, o Dia Internacional da Mulher é um marco na história contemporânea, que reafirma todas as metas alcançadas pelas mulheres até os dias atuais.
Aderimos a emancipação, embora guardemos um pouco daquele resquício de encantamento e fragilidade que compõem a figura feminina em âmbito total no qual muitos poetas encontraram inspiração.
Para romper com as antigas estruturas impostas não há necessidade de se deturpar a imagem feminina apenas salientar seus pontos fortes. Alcançar a liberdade, a igualdade, significa respeitar os direitos de cada indivíduo, não se impondo, não se valendo, mas deixando-se valer! O perfil feminino não deve ser substituído pela constante emancipação e sim, acrescentado a ela.
O "sexo frágil" é capaz de superar qualquer obstáculo ou preconceito, basta olhar ao redor para vê-las no Exército, como presidentes de países importantes, aviadoras e muitas outras carreiras inusitadas.
Enquanto as mulheres escalam o poder, os homens estão assumindo posições mais "caseiras", se responsabilizando muitas vezes pelos filhos e pela organização casa, coisas que já não são mais típicas somente da mulher.