Engastado no extremo Leste da Ilha, na Ponta dos Castelhanos, ele é o guardião do portal de entrada da Baía da Ilha Grande.
Sua construção data do ano 1900, mas só em 1923 passou a funcionar com um sistema de iluminação importado da França o qual utilizava o acetileno como combustível. Hoje, ainda usando a mesma tecnologia francesa, a fonte de alimentação de sua chama é o gás butano.
O termo farol tem origem da palavra grega faros, uma ilha próxima à cidade de Alexandria, onde no ano de 280 a.C, foi construída uma das sete maravilhas do mundo antigo: O Farol de Alexandria que fica situado na ilha de Faros (origem do termo farol), próxima ao porto de Alexandria no Egito.
Não há dúvida de que esta linda jóia que embeleza a Ilha Grande, luz de segurança para as embarcações e testemunha de tantas histórias de aventureiros, naufrágios e ondas gigantescas, têm tudo para ser uma das sete maravilhas, já que é ele quem mostra os caminhos do mar aos que atravessam o Atlântico em busca das praias paradisíacas desta Ilha mágica; além de sentinela aos imensos cargueiros que vêm em busca das nossas riquezas minerais.
Lá de cima, o visual é maravilhoso e a natureza se revela espetacular. Pode-se ver a Ilha de Guriri, o Costão de Lopes Mendes e mais ao longe a Ilha de Jorge Grego.
O farol pode ser alcançado por meio da trilha (T12) que se inicia na Praia de Pouso.
Nas cerca de seis horas de caminhada pesada, é difícil encontrar com alguém pelo caminho. Poucos se atrevem a fazer o percurso, um dos mais árduos da Ilha Grande.
A construção do farol aconteceu por volta do ano de 1900, sua estrutura, por ser toda em ferro, continua firme mesmo com o passar dos tempos, e o farol se tornou a linda jóia que embeleza a Ilha Grande.
Nas proximidades deste farol encantado, ao alcance dos seus olhos de cristais de quartzo, fica a enamorada de seu coração de bronze - A Praia dos Castelhanos. Conheça um pouco mais na próxima página.
Tive o prazer de morar no Farol de Castelhanos entre junho a outubro de 1987, junto da familia de uma ex noiva , o Pai dela era faroleiro , é claro com a permissão do Tenente encarregado na época por lá, foram meses mágicos de pura liberdade, eu mesmo não deixava faltar peixe para a familia Silva, ajudava nos afazeres do Farol e limpeza em geral,buscava coco, banana , jaca e outras frutas que haviam em abundancia na ilha, não tinha dia ruim, vivi naquele paraiso poucos meses que me trazem saudades até hoje,,,,,um dia volto para rever amigos da praia do alemão,,,,,abração
Heloisa Santos SP 06/04/2008
Meu avô foi faroleiro neste lugar em por volta de 1913. Minha mãe reproduziu telas de memória deste belíssimo lugar . Um sonho.