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Ilha Grande ganha um guia para ser trilhada |
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| Maravilhas da Ilha Grande |
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Histórias assim, marcadas por paixões que incandesceram corações e que até hoje ardem em muitos pontos ao largo da Ilha, são a prova de que lá é de fato um paraíso.
Que o diga a Patrícia Lisboa, que apesar de não ser nativa, carrega o DNA da Ilha. - “Fui menina, adolescente e mulher naquelas praias e trilhas. Tive muitas aventuras naquele lugar, que é a terra natal da minha família materna”. não faltaram aos que viram e sentiram a exuberância e o capricho do Criador, como a Maria Alice Lobo e a Conceição Salgado, que puderam purificar a alma, encontrar a paz e a harmonia.
E que harmonia! Na Ilha Grande vivem incontáveis espécies de animais e a cada dia novas espécies são encontradas. A mata vai ficando mais densa e fechada, proporcionando aos animais melhores abrigos e alimento farto. Todos devem a vida ao extinto presídio, que numa metáfora, pode-se dizer: Prendendo-se os homens a natureza viceja.
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Hoje, milhares de pessoas escolhem a Ilha Grande para sentirem a liberdade e a emoção de passarem momentos tão felizes em contato com a natureza. Como disse a Anna Perez: “Só quem já esteve lá, conhece o sentimento chamado perplexidade, de tão lindo que é”. Um lugar tão belo, que nas palavras do Dino Vieira, só mesmo “o Grande Arquiteto do Universo” poderia nos presentear.
As armadilhas de hoje, servem apenas para o estudo das espécies. As espingardas, os revólveres, as submetralhadoras e os fuzis foram substituídos por teleobjetivas. Para onde você apontar é só beleza. Recordações que ficarão para sempre estampadas no corpo e na alma.
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Até os sustos são outros... Os gritos aterradores dos macacos bugios, por exemplo, podem botar qualquer um mais assustado para correr morro acima ou abaixo em louca disparada. Não há quem não comente com espanto e apreensão a sua proximidade. Os estalos graves e secos dos bambuais podem fazer muita gente ficar procurando o que não existe. O som de uma mangueira d’água furada passando próxima à trilha sob as folhas, também pode nos fazer imaginar animais que estão longe de existirem. Um cipó camuflado de cobra pode nos fazer ficar por horas pensando nelas. Não há quem não passe por uma experiência dessas sem ficar de cabelos arrepiados, embora depois, morra de dar risadas.
Esses maravilhosos sustos começam ainda fora da Ilha. Não é raro para os que fazem a travessia entre Mangaratiba e o Abraão ou de Angra para o Aventureiro, passarem por aventuras de enjoar, ao enfrentarem o mar bravio da entrada da Baia da Ilha Grande.
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Embora a Ilha não tenha limites com outras terras, podendo-se chegar nela por qualquer lado, a principal porta de entrada é o Porto do Abraão. A confusa movimentação no cais na hora do desembarque, apesar de ser uma das mais disciplinadas bagunças da Ilha, nos deixa ainda mais tontos. A sensação do balanço do mar ainda nos domina e temos a impressão de que o cais, a rua, tudo parece se movimentar. O tumulto dura pouco e logo, os que vieram em busca de emoções se espalham pelas ruas, caminhos, trilhas e bares da Vila. Quem chega não se dá conta de uma multidão que está pronta para embarcar de volta. Em seus semblantes, a tristeza revela a saudade que já os dominam.
Do momento em que você pisa no solo ilhar até chegar à pousada ou camping, você já está entregue aos encantos e a magia que só são possíveis de se sentir estando numa ilha. A Ilha Grande, apesar de absorver um pouco das mazelas dos territórios dos homens, nos permite sonhar que estamos de fato no paraíso.
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Ilhas são por definição, porções de terra que se espalham numa espécie de oásis invertido no imenso mundo das águas e que estão desligadas geograficamente do nosso mundo de medo, fome, epidemias e por melhor que possamos nos divertir nele, sempre nos angustia; fazendo-nos vez por outra procurar uma ilha para esquecer tudo, mesmo que temporariamente.
Assim, para não deixar ainda mais ansiosos o Silvinho e o Cláudio Gomes, o Ilhagrande.org tem o prazer de anunciar com muito orgulho as 7 Maravilhas da Ilha Grande. E também esclarecer, que o critério de votação, levou em conta o fato de que muitos moradores da Ilha não tinham e-mail e nem possuíam computadores e que queriam votar nas suas preferidas. Para isso, pediam aos amigos e conhecidos que votassem por eles. Como foi o caso do ilhéu João, morador da Praia dos Castelhanos, onde à noite só existe a luz das estrelas, da lua, da lamparina ou dos lampejos dos vaga-lumes e que pediu para votar no Farol dos Castelhanos por ele.
Em respeito a esse direito e ante a tantos outros pedidos semelhantes, abrimos mão do sigilo de e-mail e dessa forma, permitir a realização desse desejo.
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