Na Ilha Grande, os Saguis, são facilmente encontrados na maioria das trilhas, em bosques e nas árvores.
Eles são animais inteligentes, cativantes e estão entre os bichos mais fascinantes do planeta. Isso faz com que sejam desejados como animais de estimação. Mas diferentes de cachorros e gatos, os sagüis evoluíram milhares de anos para não viverem compartilhando o mesmo espaço com os homens. Eles são animais silvestres e não domésticos, apesar de sua adaptação ao cativeiro.
A criação e a manutenção de animais silvestres em cativeiro é tão antiga como a própria história do homem, mais antiga do que a escrita, alguns exemplos como o crocodilo do nilo no Egito, iguanas na América Central, serpentes na China, águias no Japão, são míseros exemplos, de centenas que se pode citar.
No Brasil nosso índios já tinham seus animais de estimação, os quais eram chamados de xerimbabo, que serviam de alimento nas horas difíceis.
Xerimbabo é uma palavra engraçada cujo significado pode ser um papagaio, um cachorro, um sagüi, um gato, um canário belga etc.
O período de gestação do sagüi é de 145 a 150 dias, após este período a fêmea dá a luz a dois filhotes, mas também pode nascer um ou três. O peso médio de cada filhote é de 30 grs. Após 40 dias os filhotes começam a provar comida sólida, tirando da boca dos pais e
irmãos. Até os 50 dias os filhotes não são capazes de se termorregularem, sendo necessário o apoio da família. Depois de 90 dias os filhotes já são auto suficientes quanto à alimentação.
Alguns consideram os micos como invasores, principalmente, nas regiões onde existem outras espécies de saguis e em particular, na Ilha Grande.
A invasão dessas espécies se deve, em parte, devido a liberação inadequada feita por antigos criadores ou autoridades que não concordavam com o combate ao tráfego de animais silvestres feito na região Sudeste.
Uma série de medidas experimentais, que aguardam portaria do Ibama, está em estudo para controle dessa população. A aplicação se dará por meio do acompanhamento de várias instituições integrantes do Comitê Nacional para Conservação e Manejo dos Calitriquídeos da Mata Atlântica.
Em caso de dúvidas entre em contato com o Núcleo de Fauna do IBAMA do seu estado ou através da LINHA VERDE 0800-618080, a ligação é gratuita.