Muitas histórias e lendas rondam a enigmática Ilha Grande, mas sem dúvida, uma das mais fascinantes é a história do alemão Peter. Para muitos "Peter da macaca", para outros, "Peter dos jacarés".
Mas, afinal de contas, quem foi esse ilustre defensor de Lopes Mendes e morador da praia da Aroeira na enseada de Palmas?
Ele realmente criava jacarés e jogava os fugitivos do presídio para eles comerem? Será que ele foi casado com uma macaca?
Vamos saber o que é lenda e o que é verdade nessa história...
Em primeiro lugar, o Peter não era alemão e sim, austríaco. Ele nasceu na cidade de Viena em 1925.
Foi piloto da Força Aérea Alemã, trabalhou na compania holandesa KLM (Royal Dutch Airlines) por alguns anos e depois seguiu para a empresa Panam Air, onde em 1958, foi transferido para o Brasil.
Conheceu a Ilha Grande e, como muitos estrangeiros, se apaixonou...
Em 1963 comprou uma fazenda na praia da Aroeira, que compreendia também as terras da praia de Lopes Mendes, largou tudo e foi morar na Ilha Grande.
Ele amava a natureza, as praias selvagens, os animais, a fauna e a flora da região e por isso controlava as pessoas que chegavam e o que faziam na paradisíaca Lopes Mendes.
Não deixava ninguém acampar por lá. Também não permitia que roubassem plantas como bromélias e chegou até a sofrer retaliações por isso.
Gostava tanto de animais que criou duas macacas, a primeira se chamava "Claudia"e a segunda "Xuxa", e obviamente, as histórias de "casamentos" não eram verdadeiras...
Ele também criava galinhas e patos e por isso, os jacarés e cobras, que já existiam na região pantanosa de Lopes Mendes, rondavam suas propriedades.
Outro animal que o Peter criava era o sagui. Eles não existiam na Ilha Grande, um casal foi trazido de Buenos Aires para a praia da Aroeira para serem criados em cativeiro e aos poucos foram se acostumando com o lugar.
Hoje, o que vemos nas trilhas e caminhos da ilha são as gerações posteriores deste casalzinho de saguis, que se reproduziram mais do que o esperado.
Peter era enérgico, exigente e tinha uma voz bem alta. Ele era tido como bravo, nervoso, beirando o colérico, mas no fundo ele não admitia que ninguém judiasse de animais, nenhum deles, seja lá qual fosse.
Pois é Leandro, você tem toda a razaõ. O próprio Peter dizia do seu arrependimento, por isso ele atraia os Saguis para a fazenda dele, perto da casa com bananas para vitar deles comerem os ovos. Eles amimentados ficavam mais na casa dele. Infelizmente o sucessor dele não tem essa habilidade e nem a paciencia de fazer isso. É uma pena.
leandro valente rio de janeiro 11/12/2009
Pois é, só que hoje os Saguis são uma verdadeira praga na ilha se alimentam dos ovos de aves nativas prejudicando assim a fauna e flora da região.
elson dos santos big fild rj 19/11/2009
eu diria uma lenda que ficarar na saudades de muita gente que o conheceu.
kabelson do rio de janeiro
Magdalena Thaler Cuevas São Paulo 05/08/2009
Oi Denise:
O Peter faleceu em fevereiro de 1998 por embolia pulmonar na cidade do Rio de Janeiro, foi cremado e as cinzas jogadas na Praia Lopes Mendes no cantinho onde ele costumava fumar o cachimbo dele. Agora só saudades. Fica feliz qeu ja´teve mais alguém que conehceu o Peter nesse site.
denise rio 04/08/2009
Ele ja morreu???? Gostei da historia!!!
parabenss
Alexandra Cuevas München 02/06/2009
Olá!
Eu fiquei sabendo do site ainda ontem através da mnha mae, Magdalena Thaler que morou muitos anos com o Tio Peter.
Acho incrivel que voces publicaram a história dele, pois na minha vida ele fez história tambem.
O que eu mais adorava era no final da tarde fazer os passeios pela Lopes Mendes com o Jeep vermlho dele.
Ele vai ser uma pessoa que meu irmao e eu nao vamos esquecer nunca.
Alia nós dois estamos na foto com ele no Jeep vermlho e isso me deixa muito feliz que outros sabem agora quem foi essa pessoa maravilhosa cheia de histórias e experiencias para contar. Tio Peter foi um homem que sabia muitas linguas, era muito inteligente e só sabia ensinar. Ele foi um exemplo de vida para minha mae e ela nos passou isso adiante.
Um abraco
Ale