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Estudos na Reserva Biológica da Ilha Grande - RJ

Atualizada 16/12/2015
A região foi habitada há três mil anos por uma comunidade de pescadores, coletores e caçadores que antecederam os índios tupinambás.

“Há cerca de três mil anos, um grupo pescador, coletor e caçador se apossou de um pequeno morro – hoje denominado de Ilhote do Leste – localizado na atual Reserva Biológica Estadual Praia do Sul”... (Maria Cristina Tenório)

Segundo levantamentos arqueológicos, a região foi habitada há três mil anos por uma comunidade de pescadores, coletores e caçadores que antecederam os índios tupinambás.

Quem descobriu esse segredo foi a Arqueóloga e Doutora Maria Cristina Tenório, do Museu Nacional - UFRJ, que durante 15 anos enfrentando dias lindos e tenebrosos, comida farta e fome, fuga de presos e travessias arriscadas pela Picirica (Pedra do Demo) em dias chuvosos, conseguiu descobrir um tesouro enterrado no coração da reserva.    

Entre a Praia do Leste e a Praia do Sul, existe um pequeno morro - conhecido por Ilhote do Leste. Neste ilhote, Maria Cristina suspeitou de algo que de forma natural não poderia ter acontecido. Vestígios de areia numa área em que ela não poderia existir chamaram-lhe a atenção e aquele apagado rastro de areia, acabou por se transformar numas das mais belas trilhas de sua carreira acadêmica.

Imagine-se no alto do Ilhote, de frente para o mar, com gêiseres assustadoramente emocionantes escapando por fendas nas pedras devido as potentes ondas submersas e de repente, por entre tocas e grutas você levanta uma laje de pedra e se deparar com um esqueleto humano de três mil anos abraçado ao de um golfinho! A cada pedra levantada, mais esqueletos surgiram e depois de anos de estudo, deduziu-se que tal povo viveu ali por vários séculos sobrevivendo da pesca de tainhas que entravam canal adentro em busca das lagoas para desovar, além de caranguejos, ostras e mexilhões.
   
Dessa forma, concordando com a arqueóloga Maria Cristina, o Ilhote era um lugar sagrado, onde os nativos enterravam seus mortos, se alimentavam, se protegiam de ataques e ainda lhes servia de espia para o momento em que os enormes cardumes invadiam o canal.

Como eles desapareceram ninguém sabe ainda. Apesar de terem vivido por toda a Ilha é possível que tenham sido expulsos por tribos tupis, pois foi achada uma peça de cerâmica tupi nas proximidades do Ilhote, embora isso não esteja comprovado, já que não existem outros vestígios desse povo na região.

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