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Linha do Tempo - História da Ilha Grande

Atualizada 15/12/2015
A linha do tempo mostra os principais fatos da história da Ilha Grande de forma cronológica.

1400 - Eram os Tamoios, índios perigosos, valentes e altivos. Grandes flecheiros, destros caçadores, pescadores de linha e mergulhadores. Viviam de modo diferente dos outros indígenas, suas aldeias eram fortificadas com estacas a que chamavam "caiçaras" e compunham-se de cinco ou seis ocas, abrigando cerca de 150 a duzentas pessoas no seu total. Sua língua era diferente das que eram faladas pelos índios dos arredores.

1502 - Durante uma expedição exploradora, o navegador Gonçalo Coelho descobre a Ilha Grande junto à baía de Angra dos Reis. A princípio eles pensavam que a ilha era um continente e ao seu leste, havia a desembocadura de um grande rio. O Padre José de Anchieta, anteriormente, já havia falado dos Tamoios como os primeiros habitantes da Ilha Grande. Eles denominavam a ilha de Ipaum Guaçu (Ipaum significando ilha e Guaçu, grande).

1531 - O colonizador e administrador da Colônia do Brasil, Martin Afonso de Souza, intermedeia uma guerra entre índios Guaianases e Tamoios, que disputam as áreas favoráveis à pesca na ilha.

1554 - Em meados do século XVI, começa uma longa guerra entre portugueses, franceses e os índios Tamoios, que retardou sua colonização por mais de meio século. A guerra da Confederação dos Tamoios perdurou de 1554 a 1567. Alguns historiadores registram a fundação da Confederação dos Tamoios em 1531.

1559 - Don Vicente da Fonseca foi designado pelo Reino de Portugal para tomá-la à posse lusitana e administrá-la. Surge assim o primeiro núcleo colonizador, em uma fazenda.

1617 - A Ilha Grande sofreu também inúmeros ataques feitos por piratas. Eram tantos os ataques e abusos acontecendo no trecho de Cabo Frio a Santa Catarina, que Felipe II da Espanha resolveu manter uma guarda costeira para a região, nomeando Martim de Sá seu comandante em 1617.

1629 - O pirata Juan Lorenzo, protegido do rei Felipe II, da Espanha, constrói uma casa-refúgio perto da praia, que ele batiza de Morcego. A casa é considerada a terceira construção de alvenaria do país.

1725 - Com o avanço da cultura da cana de açúcar, começa a acontecer a colonização da Ilha Grande, num ciclo que se estenderá até a primeira metade do século XIX.

1726 - A Ilha Grande deixa de ser paulista para ser agregada ao Rio de Janeiro, pela insistência de Luiz Vahia Monteiro, que alegava não ter condições de exterminar o contrabando e pirataria enquanto a Ilha Grande não estivesse sob sua jurisdição.

1772 - O café perdurou entre 1772 e 1890, chegando, inclusive, a ser exportado para a Europa. Para se ter uma ideia da dimensão dessas atividades na Ilha Grande, apenas uma fazenda, a de Sant'Anna, tinha mais de cinco mil escravos trabalhando nas culturas do café e do açúcar. Com o término de escravos, na segunda metade do século XIX, a cultura do café tornou-se inviável, sendo abandonada. No mesmo período, ocorreu o fim da "Invencível Armada" Lusitana. Desse fato resultou a intensificação do contrabando do Pau-Brasil e muitos outros tipos de contrabando.

1803 - O povoado consegue obter identidade jurídica, elevando-se à categoria de Freguesia, de Santana da Ilha Grande de Fora. Tornou-se um famoso entreposto do tráfico ilegal de escravos até a abolição da escravatura em 1888. A ilha também foi elevada à condição de Paróquia, com a construção de capela nas marinhas da Fazenda de Santana, propriedade de Major Bento José da Costa. A construção atual foi terminada em 1843, depois da demolição da primeira igrejinha.

1863 - O Imperador Dom Pedro II fez sua primeira visita à Angra dos Reis. Em seu Diário de Viagem, que se encontra no Museu Imperial de Petrópolis, registrou com desenhos e textos a sua passagem pela Ilha Grande, não escondendo o seu encantamento pela singular beleza da Ilha.

1884 - O Imperador Dom Pedro II resolveu adquirir a Fazenda do Holandês (hoje, Vila do Abraão) e a de Dois Rios. A propriedade da fazenda do Holandês estava compreendida entre a praia Preta até a atual ponte de atracação do Abraão. A propriedade da Fazenda de Dois Rios estendia-se desde o Canto da praia de Santo Antônio, próximo a Lopes Mendes até o lugar denominado Mar Virado, perto da Parnaioca.

1886 - Na Fazenda do Holandês foi construído o primeiro leprosário do país, batizado de Lazareto, que serviu de centro de triagem e quarentena para os passageiros enfermos que chegavam ao Brasil, mais especificamente nos casos de cólera, chegando a atender mais de quatro mil embarcações durante seus 28 anos de funcionamento. Parada obrigatória de navios negreiros, que ali deixam os escravos doentes. Também brancos com diferentes doenças contagiosas são mandados para o local. O imperador Dom Pedro II teve três passagens pelo Lazareto: Em abril de 1886, em agosto de 1889 e, logo em seguida na condição de prisioneiro onde aguardou o transporte que o levaria para o exílio.

1891 - Somente depois de proclamada a República, em 1891, é que foram criados dois primeiros distritos: Abraão e Sítio Forte. Durante o governo do Marechal Floriano Peixoto, o presídio de Fernando de Noronha é transferido para o então desativado Lazareto. Considerada uma cadeia de presos políticos, para lá são enviados oficiais que participaram da Revolta da Marinha. Os portos de Sant'Ana, da Ilha Grande, de Abraão e do Sítio do forte ofuscavam o de Angra dos Reis. O primeiro era o mais importante do Sul Fluminense, também a Ilha tornou-se centro de desembarque e tráfico de escravos negros trazidos da África. Até hoje, escondidas nas matas, existem ruínas das senzalas.

1893 - A água para abastecer o Lazareto foi desviada do Córrego do Abraão, sendo para tanto construída uma barragem e o Aqueduto, um dos monumentos de maior importância histórica da Ilha Grande, é inaugurado. A obra determinada por Don Pedro II marca o começo do desenvolvimento da Ilha Grande.

1903 - Foi criada a Colônia Correcional de Dois Rios. Por outro lado, o Lazareto foi desativado, passando a funcionar como presídio político. No final da Revolução Constitucionalista de 1932, seus internos passaram para a Colônia Correcional de Dois Rios.

1930 - Assume o poder o futuro ditador Getúlio Vargas, e a Ilha Grande volta a ser usada como penitenciária para presos políticos. Desta vez, eles são encaminhados para o outro lado da ilha, para uma colônia agrícola localizada na baía de Dois Rios.

1936 - A Ilha Grande recebe um dos seus presos políticos mais famosos, o escritor Graciliano Ramos, que mais tarde eternizou o lugar no livro "Memórias do Cárcere".

1938 - A casa do pirata Juan Lorenzo é comprada e restaurada pelo cineasta Mário Peixoto, que ali filma cenas de Limite. Em sua mansão reúne um valioso acervo de obras do período colonial. Lá também recebeu visitas ilustres, como a atriz francesa Brigitte Bardot. Décadas mais tarde o empresário e ex-prefeito do Rio de Janeiro Israel Klabin comprou a mansão.

1941 - Na região da baía de Dois Rios, é construído o novo presídio, um prédio de três andares com capacidade para 600 internos. O nome muda de Colônia para Instituto Penal Cândido Mendes.

1950 - Auge da atividade pesqueira na baia da Ilha Grande. A pesca da sardinha atraiu muitos descendentes de japoneses e a ilha chegou a ter mais de 20 fabricas de processamento do peixe.

1964 - O antigo presídio, onde foi o Lazareto, é dinamitado e demolido, perdendo assim, a Ilha Grande, o seu mais importante patrimônio histórico e cultural. Ainda existem algumas ruínas do prédio, que está interditado para visitação interna.

1965 - Com o Regime Militar instalado no Brasil, o Instituto Penal Cândido Mendes volta a ser usado para acolher presos políticos. Entre nomes conhecidos que estiveram encarcerados lá, está o do jornalista Fernando Gabeira, que participou do sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, assim como os de muitos outros militantes de organizações de esquerda, que ficavam juntos com os presos comuns.

1971 - Criado o Parque Estadual da Ilha Grande, sob a administração do IEF (Instituto Estadual de Florestas) atualmente INEA (Instituto Estadual do Ambiente).

1976 - Morre aos 76 anos de idade o "travesti" João Francisco dos Santos, mais conhecido como Madame Satã, considerado o "malandro número um da Lapa". Aprisionado por vários anos na Ilha Grande, após sua liberdade, este personagem legendário continuou a viver na ilha, onde está sepultado.

1979 - A convivência de presos políticos com presos comuns dentro dos muros do presídio dá origem à organização dos presos em falanges. À primeira delas, foi dado o nome de "CV" (Comando Vermelho), que controlava as ações criminosas e o tráfico de drogas nas cidades, de dentro do presídio.

1981 - Criada a Reserva Biológica da Praia do Sul (3.600 hectares), nesta época,  sob a responsabilidade da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (FEMA).

1985 - O Cândido Mendes é palco de uma das mais espetaculares fugas da crônica policial. No último dia do ano, o traficante José Carlos dos Reis Encina, o Escadinha, foge da penitenciária resgatado por um helicóptero.

1988 - Os principais líderes do Comando Vermelho são transferidos para o presídio Bangu I.

1994 - O restante dos presos é transferido para a Penitenciária Vicente Piragibe. Em 02 de abril, por ordem do então governador do Rio de Janeiro Leonel Brizola e do secretário de Justiça Nilo Batista, o prédio principal do Instituto Penal Cândido Mendes é implodido.

1996 - Inicia-se o desenvolvimento do turismo na Ilha Grande. Casas de ex-funcionários do presídio foram adaptadas para receber os visitantes, tornando-se pousadas posteriormente.

2007 - Duplicação do Parque Estadual da Ilha Grande (PEIG). Os novos limites do parque passaram a abranger 12.072 hectares, ocupando 62,5% da área da Ilha Grande. Neste mesmo ano a Ilha Grande foi eleita uma das 7 Maravilhas do Rio de Janeiro em eleição popular realizada pelo Jornal O Globo. Ficou em segundo lugar, perdendo apenas para o Pão de Açúcar.

2009 – O então governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, inaugura o Museu do Cárcere (Ecomuseu da Ilha Grande) em Dois Rios. O visitante poderá ver exposição de fotos, documentos, objetos e equipamentos do antigo Instituto Penal Cândido Mendes (IPCM).

2014 - Criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Aventureiro (RDSA). A reserva foi criada em uma área que pertencia à Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul, que teve uma redução de 2,7% da área original. O Parque Marinho do Aventureiro não existe mais. A área pertencente ao mesmo, foi recategorizada como RDS. Sendo assim, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Aventureiro inclui uma porção terrestre e outra marinha.

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