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História de Lopes Mendes - Ilha Grande - Angra dos Reis - RJ

Atualizada 16/12/2015
Na época da colonização, Lopes Mendes possuía um grande mangue e por lá viviam índios coletores que deixaram vestígios de sua passagem por diversos pontos da praia.

Maravilha é pouco para adjetivar esta magnífica praia com quase 03 quilômetros de extensão e que já foi palco de muitas histórias fantásticas. Na época da colonização, Lopes Mendes possuía um grande mangue e por lá viviam índios coletores que deixaram vestígios de sua passagem por diversos pontos da praia.

Com a ilha já colonizada e os índios pacificados, Lopes Mendes se transformou numa das maiores fazendas da Ilha Grande, principalmente na criação de gado. Entretanto, o atracamento de barcos era praticamente impossível, já que seu mar é oceânico e a formação de ondas não permite um atracamento seguro. O único meio de embarcar a produção da fazenda era levá-la em carroças até a Praia do Pouso.

Só com o mar calmo é que era possível atracar no canto esquerdo da praia, que fica mais ou menos protegido pela Ponta do Lopes Mendes.

Na época do presídio, por lá habitou um alemão de nome Peter, que além de construir um aeroporto, também plantou eucaliptos para secar o mangue e nas lagoas que sobraram criava jacarés, cujos descendentes ainda vivem por lá e alguns até já conseguiram alcançar outras praias, como a das Palmas.
Lendas caiçaras contam que muitos presos chegaram a ser ameaçados a virarem comida de jacaré.

Incontáveis navios já desembarcaram armas, drogas, whiskies entre tantas outras mercadorias em alto mar as quais eram recolhidas por pequenos barcos até a praia, de onde seguiam de avião (usavam a pista de aviões que existia lá) para as mãos dos contraventores de terra.

Na época em que se falava do “narcotráfico” a imprensa chegou a noticiar com fotos e filmagens esse precário aeroporto, feito de areia batida e que também foi muito usado para o pouso e decolagem de pequenos monomotores que traziam turistas não só para um mergulho em suas águas cristalinas, como também ilustres visitantes de praias particulares do arredor.

Com a expansão imobiliária e a grilagem de terras por grandes construtoras e grupos financeiros, Lopes Mendes chegou a ser propriedade de um banco e esteve perto de ter um resort com acesso exclusivo aos hóspedes. Protestos não faltaram como o Movimento Nossa Praia que por pouco não conseguiu abraçar toda a praia numa demonstração de amor e proteção a este nirvana.

Felizmente, o grito de alerta foi ouvido pelas autoridades e a recente ampliação do Parque Estadual finalmente deu sinal verde para que Lopes Mendes continue a ser azul e a nos encantar ante sua magnitude e pela música quase divina, que ouvimos ao pisarmos sua fina e alva areia.

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